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Desorganização leva 4 milhões à malha fina do IR; descubra como não cair nessa

Para a maioria dos contribuintes, o desafio nasce antes mesmo de acessar o sistema da Receita: na hora de agrupar documentos físicos e digitais de diferentes procedências

Por: IAIH

Foto: Divulgação| Adobe

O período de entrega do Imposto de Renda (IR) é um dos momentos de maior atenção e preocupação para pessoas físicas, micro e pequenos empreendedores. Em 2025, quase 4 milhões de pessoas físicas caíram na malha fina por inconsistências de informações em demonstrativos e documentos, enquanto 1,2 milhão ficou com pendências com o Fisco meses após o fim do prazo final, segundo a Receita Federal.

Embora, neste ano, o sistema passe a emitir alertas em tempo real ao identificar inconsistências, a origem da maior parte dos erros continua fora da plataforma. Para muitos contribuintes, o desafio começa antes mesmo do preenchimento: reunir informes, recibos e comprovantes espalhados entre e-mails, aplicativos bancários, arquivos físicos e mensagens.

Os principais motivos para retenção vem das falhas em deduções de despesas (como escolares e médicas), na omissão de fontes de renda e divergências entre os informes de renda e os valores declarados. Esses simples deslizes podem virar uma bola de neve, gerando um retrabalho na declaração e, no pior dos casos, multas que podem chegar a 20%.

Neste contexto, o primeiro passo para passar o período sem complicações nem surpresas é desenvolver um “mapa do IR”, ou seja, estruturar uma maneira para organizar, revisar e, principalmente, proteger documentos antes de realmente  complementar o arquivo da declaração.

Atualmente, soluções de ponta, como o Acrobat, vêm se consolidando como plataformas all-in-one para, em um único ambiente, o contribuinte consiga compilar arquivos, recibos e informes divididos em diversas localidades (e-mail, WhatsApp, PDF, aplicativos bancários) e presentes em múltiplos formatos (físico e digital). Essa centralização permite consolidar informações com mais agilidade e reduzir significativamente o risco de erros no envio da declaração.

Para Vitor Gomes, Gerente Sênior de Marketing da Adobe na América Latina, o grande diferencial da tecnologia Adobe está em seu circuito fechado de tecnologia.  

“O grande valor da solução Acrobat está na capacidade de oferecer uma jornada completa para o contribuinte, dentro de um ecossistema integrado, seguro e confiável, no qual todas as etapas (da criação à gestão de documentos) acontecem em ambiente controlado. Nosso circuito fechado conecta ferramentas, dados e usuários com alto nível de ciberproteção, reduzindo riscos e simplificando processos para pessoas e empresas”, afirma. 

IR na era da IA: rever dados virou regra

A digitalização do processo trouxe ganhos evidentes de produtividade, mas também ampliou a complexidade. Em 2025, mais de 43,5 milhões de declarações foram entregues, sendo cerca de 57% no modelo pré-preenchido, que reaproveita dados do ano anterior.

Embora agilize o processo, esse modelo aumenta a dependência de informações prévias nem sempre revisadas com rigor. Na prática, erros passam a ser replicados de um ano para o outro, criando uma falsa sensação de segurança.

Além disso, o compartilhamento de dados sensíveis com terceiros, como contadores e departamentos de RH, amplia a exposição a riscos de vazamento e inconsistência.

Nesse contexto, o uso de inteligência artificial aplicada à gestão de documentos começa a assumir um papel mais estratégico. Mais do que acelerar tarefas, essas ferramentas permitem revisar conteúdos, cruzar informações e extrair dados com maior precisão.

“Quando a preparação dos documentos é estruturada, o processo inteiro se torna mais simples e confiável. A tecnologia ajuda a transformar um volume disperso de arquivos em informação organizada e acionável”, afirma Gomes.

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