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Ferramenta de IA identifica câncer de pele por imagem e marca avanço na área da saúde 

Com uma taxa de precisão de 94,5%, o sistema consegue identificar melanomas, o tipo mais agressivo de tumor dermatológico

Por: IAIH

Por Giovanna Rizetto

Foto: CC/Freepik

No Brasil, o câncer de pele corresponde a cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados, segundo dados divulgados em fevereiro pelo Ministério da Saúde. Em um avanço recente, pesquisadores da Universidade Nacional de Incheon, na Coreia do Sul, em colaboração com instituições do Reino Unido e do Canadá, desenvolveram um sistema capaz de identificar melanomas em pacientes. Embora criado na Ásia, o recurso tem potencial para beneficiar pessoas em diversas regiões do mundo nos próximos anos.

Os melanomas são classificados como o tipo mais agressivo de câncer de pele e costumam ser difíceis de detectar devido à sua aparência. De acordo com o G1, esse tipo é considerado “altamente agressivo e tem grande capacidade de invadir camadas profundas da pele e alcançar vasos sanguíneos e linfáticos. Quando isso ocorre, as células cancerígenas se espalham rapidamente para outros órgãos, como pulmões, fígado e cérebro”. Por sua gravidade, o tratamento tende a ser intenso e impacta diretamente as chances de sobrevivência. No entanto, quando identificado precocemente, pode ser removido por meio de cirurgia, e as taxas de sobrevivência ultrapassam 95%, segundo o G1.

O estudo reúne mais de 33 mil imagens dermatoscópicas do banco internacional SIIM-ISIC, uma colaboração firmada entre a Society for Imaging Informatics in Medicine e a International Skin Imaging Collaboration. O modelo de inteligência artificial foi treinado para reconhecer padrões relacionados ao “aspecto da lesão (cor, borda, textura, assimetria), a idade do paciente, sexo e localização anatômica da pinta”, informa o G1. A partir desses dados, o sistema alcançou 94,5% de precisão na detecção de melanomas durante os testes.

A nova tecnologia tem potencial para transformar práticas clínicas no futuro. Segundo Gwangill Jeon, líder da pesquisa e integrante do Departamento de Engenharia de Sistemas Embarcados, o projeto foi desenvolvido para integrar a rotina dos médicos, além de oferecer suporte a “regiões remotas e serviços com poucos especialistas poderiam ter acesso mais rápido a uma análise inicial, reduzindo erros e acelerando encaminhamentos”, destaca o site. Apesar do avanço, a ferramenta ainda passa por testes e deve chegar aos serviços de saúde nos próximos anos.

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